Ponto focal do olhar: o nariz é o guia

O texto e as imagens foram gentilmente cedidos por Peg Mulqueen para tradução e publicação no Movimento Ashtanga.

Post original:

Gazing Point: The Nose Knows Best

Se você tem a postura perfeita, então aperfeiçoe o drishti; caso contrário, apenas olhe para o seu nariz.

Foi assim que Sharath começou uma das conferências, no período que eu estava em Mysore. Aparentemente, todo o nosso esforço e contorcionismo para olhar para os dedos dos pés durante a flexão para frente o tinha finalmente tocado. Ele disse: “Se a sua postura não está perfeita, você não vai ser capaz de ver os dedos dos pés em uma flexão para a frente e conseguir respirar livremente ao mesmo tempo.”

          Logo em seguida ele olhou para todos nós e exclamou exarcebadamente, “DUH!”.

Ok, essa segunda parte talvez tenha sido apenas o meu insight . Ainda assim, reli o livro de Sharath, Astanga Yoga Anusthāna, onde ele explica Tristhana, os três pilares de ação em nossa prática de asanas – e lista: respiração, postura e foco do olhar. Me parece que ele os ordenou dessa forma de propósito. Afinal, os dois últimos não são possíveis (pelo menos não por muito tempo) sem a respiração.

Enfim, de volta ao livro … logo após a identificação dos nove drstis (focos do olhar), novamente ele afirma exatamente o que repetiu na conferência: Se o drsti prescrito é muito difícil, reverta-o para o nariz.

Claro, a maioria de nós, depois de ter memorizado as ações, TENTA praticar todos os três – simultaneamente e perfeitamente. E ainda assim, em 99% do tempo, acabamos sacrificando pelo menos dois deles, se não os três.

Tentamos forçar a postura, e não conseguimos respirar. Ou forçamos o drsti perfeito, e nossa postura fica uma caca e ainda assim não conseguimos respirar.

Ainda assim, os olhos são as janelas do cérebro e por isso queremos repousá-los em algo fixo e constante, na esperança de que o cérebro faça o mesmo. O que o meu não faz. Na realidade, no meio da confusão, ele que assume o controle. Ele me diz para olhar para os meus pés na flexão para frente mas daí meu queixo sobe ou eu forço demais. Em seguida, o cérebro diz: mude para o nariz – e eu fico vesga. Claro, quando eu acerto o olhar, tudo o que vejo são os pelos enormes crescendo na minha perna e percebo que faz tempo que não depilo. Momento no qual eu olho ao meu redor para ver se mais alguém percebeu isso.

Sim. Isso é o que acontece. E é por isso que decidi fazer um pequeno ajuste no método, uma pequena mudança, que sinto que Sharath até pode aprovar. É uma sugestão que eu recebi diretamente de Moose, o cachorro que eu amo amar como meu. Ele usa o nariz para liderar seu caminho e isso parece fazer maravilhas por ele.

E nunca vi ninguém tão singularmente focado como Moose quando ele segue o seu próprio nariz. Seu nariz SEMPRE sabe o caminho. O mesmo acontece com nós, porque quando olho para nossas posturas, nosso nariz sempre sabe a direção.

Energicamente e em consonância com o eixo central, o nariz aponta o caminho naturalmente. É também a entrada e saída da nossa respiração e, assim, deixá-lo farejar nosso alinhamento faz algum sentido para tornar a respiração mais livre. Ah, e deixe-me dizer, quando eu deixo que o meu nariz lidere meus olhos ao invés do meu cérebro, a minha parte pensante entra em linha também – onde ela pertence: na parte de trás.

nose

Além disso, quase todos os nossos pontos focais são, em última análise, na direção em que o nosso nariz já está apontado. Então quando deixamos o nariz dizer o caminho e o olhar seguir na direção em que ele aponta, todos os três pilares de ação já estarão alinhados com o melhor de nossa capacidade.

E a melhor parte de tudo isso é o dinheiro que você vai economizar com botox, quando você tiver mais ou menos a minha idade, e não tiver linhas na testa de todas as vezes que você deixou a tensão dos olhos para ir para um lugar que o cérebro disse que deveria ir – antes que o nariz estivesse pronto.

moose

Ah, e por falar nisso, Moose quer que você saiba: De nada!

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