Pessoas reais do Ashtanga #realpeopleofashtanga por Annie Shiel

A foto e o texto abaixo foram gentilmente cedidos ao Movimento Ashtanga por Annie Shiel para tradução e publicação.

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Você quer saber como é realmente a minha prática? Eu poderia passar por uma longa lista de roupa sujas dos momentos bem humanos: escorregar no meu próprio suor, peidar na invertida sobre os ombros, semanas de primeira série pela metade por eu apertar o botão de “soneca” vezes demais. E os backbends. Oh, os backbends. Essas terríveis pequenas orações que abrem o meu peito viva.

Mas ainda vamos chegar lá. Porque se você quiser minha prática real, vamos começar com a adolescente prodígio que descobriu a ioga durante os primeiros ataques de um transtorno alimentar e todos os outros sintomas da descoberta auto adolescente, que constantemente ignorava os lembretes de seus professores de “ouvir o seu corpo” até que um dia um desses clichês se tornou sua religião. Vamos falar sobre como um corpo que já foi um campo de batalha se tornou um acampamento sagrado, um refúgio seguro para os bons, os maus e os feios e quaisquer outras coisas que vierem bater porque os esperamos, queridos,  guardamos esse espaço apenas para vocês. E assim ela mudou,  de maneira que se sentia bem, e aprendeu a beleza dos auto abraços e das lágrimas que brotam quando querem e a guerra se transformou em paz e a vida era fácil. ⠀

E então ela se inscreveu para esta coisa chamada Mysore Ashtanga. Em seu primeiro dia, uma mulher chamada Peg a cutucou por sessenta minutos. Mãos juntas. Mais distância entre os pés. Olhe para o seu nariz. Não, não gosto disso. Por que você não está respirando? Pare de resistir. Pare de resistir. Pare de resistir. E na cabeça da menina, um fluxo inesperado de “cale a boca”, “eu odeio você”,  “eu estou respirando”,  “sai fora do meu espaço”,  “eu não sou uma iniciante”, “eu quero fazer isso do meu jeito”. E foi assim que, em menos de uma hora, Mysore Ashtanga e a mulher chamada Peg encontraram uma rachadura na menina que tinha tudo planejado. Porque onde ela pensou que tinha espalhadas apenas notas de amor, ela encontrou uma armadura completa. E, apesar dela querer fugir e nunca mais olhar para trás, ela decidiu ficar. ⠀

E então, hoje, são os backbends. Com uma mulher chamada Jen e um cachorro chamado Hampi, cachorro olhando para cima e pontes e dropbacks que às vezes são dolorosos e muitas vezes assustadores e que, pouco a pouco, fazem meu coração se abrir e produzem fendas nesta armadura que tem algumas polegadas de profundidade. 📷 @ jrene01 durante os treinos desta manhã. Borrada e real.

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